HPV na mulher: sintomas, tratamentos e cura em Moema, São Paulo | Cirurgia Íntima Laser
Prevenção feminina · Moema, São Paulo Prevenção oncológica e rastreamento Revisão médica: 2026-04-19

HPV na mulher: sintomas, tratamentos e cura

Entenda HPV na mulher: sintomas, tratamentos e cura. Veja como exames, risco e seguimento costumam ser interpretados em avaliação médica em Moema, São Paulo.

HPV na mulher: sintomas, tratamentos e cura | Dra. Laura Brito
Autoria e revisão

Dra. Laura Brito. Conteúdo revisado por Dra. Laura Brito — ginecologista especializada em saúde íntima feminina, CRM54671 | RQE44512, membro de FEBRASGO e SOGESP. Clínica Cirurgia Íntima Laser, Avenida Lavandisca, 741, cj 36 — Moema, São Paulo.

Conteúdo revisado por Dra. Laura Brito — ginecologista especializada em saúde íntima feminina, CRM54671 | RQE44512, membro de FEBRASGO e SOGESP. Clínica Cirurgia Íntima Laser, Avenida Lavandisca, 741, cj 36 — Moema, São Paulo.

Importante

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou conduta médica individualizada.

Resumo rápido

HPV é eliminado naturalmente pelo sistema imunológico em 80-90% dos casos. Tipos de alto risco (16, 18) podem causar câncer cervical em anos sem rastreamento. Não existe tratamento para eliminar o vírus — apenas para as lesões. Vacinação previne; Papanicolau rastreia alterações celulares. Ambos são necessários.

HPV é a IST mais prevalente. A maioria das infecções é assintomática e resolvida pelo sistema imunológico. Os tipos de alto risco podem causar câncer do colo do útero em anos sem rastreamento. Vacinação previne; Papanicolau rastreia as alterações — ambos são complementares.

O que entender sobre este tema

O HPV (papilomavírus humano) é a IST mais prevalente no mundo — estima-se que a maioria dos adultos sexualmente ativos será infectada em algum momento da vida. Na maior parte dos casos, o sistema imunológico elimina o vírus naturalmente, sem qualquer tratamento ou consequência.

Existem mais de 200 tipos de HPV. Os de baixo risco oncogênico (principalmente 6 e 11) causam condilomas acuminados (verrugas genitais) — lesões visíveis, raramente malignas. Os de alto risco (principalmente 16 e 18) não causam verrugas mas podem levar ao desenvolvimento de câncer — especialmente do colo do útero, mas também de vulva, vagina, ânus e orofaringe.

A maioria das infecções por HPV é assintomática: nenhuma verruga, nenhum corrimento, nenhum sintoma. O vírus fica latente e é eliminado em 1 a 2 anos pelo sistema imunológico em cerca de 80-90% das pessoas infectadas. Os casos que persistem são os que têm potencial de progressão.

O diagnóstico do HPV de alto risco é feito principalmente pelo exame preventivo (Papanicolau) — que detecta alterações celulares no colo do útero causadas pelo vírus — e pelo teste de DNA do HPV (genotipagem), que identifica a presença e o tipo do vírus. O HPV de baixo risco que causa condilomas é diagnosticado pela inspeção visual.

Não existe tratamento para eliminar o HPV do organismo. O que se trata são as lesões causadas por ele: verrugas (condilomas) e lesões pré-malignas do colo do útero (NIC — neoplasia intraepitelial cervical). As verrugas são tratadas com ácido tricloroacético, crioterapia, laserterapia ou podofilotoxina. As NIC são acompanhadas ou tratadas conforme o grau.

A vacinação é a principal estratégia de prevenção primária. A vacina quadrivalente (4 tipos: 6, 11, 16, 18) ou nonavalente (9 tipos) é altamente eficaz quando administrada antes da exposição ao vírus. No Brasil, o SUS oferece a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Para mulheres mais velhas não vacinadas, a vacina ainda pode ser considerada.

Quando o resultado do Papanicolau com HPV precisa de atenção

Alterações celulares no Papanicolau como ASCUS (células escamosas atípicas), LSIL (lesão de baixo grau) e HSIL (lesão de alto grau) têm condutas específicas. ASCUS em mulheres acima de 25 anos: teste de HPV ou nova coleta em 6 meses. LSIL: colposcopia. HSIL: colposcopia com biópsia. A conduta é definida pelo ginecologista com base no resultado e na idade da paciente.

Como o HPV causa câncer do colo do útero

As proteínas E6 e E7 dos tipos de HPV de alto risco bloqueiam proteínas supressoras tumorais (p53 e Rb), impedindo a morte celular programada (apoptose) e favorecendo a proliferação descontrolada. Esse processo leva anos a décadas para progredir de displasia leve (NIC 1) a grave (NIC 3) e câncer invasor — tempo suficiente para detecção e intervenção pelo rastreamento.

O rastreamento como ferramenta de prevenção do câncer cervical

O Papanicolau deve ser realizado anualmente pelos primeiros 2 anos após o início da atividade sexual e, se dois exames consecutivos forem normais, a cada 3 anos. Mulheres acima de 65 anos com 3 resultados normais consecutivos podem encerrar o rastreamento. Imunossuprimidas, HIV positivas e transplantadas têm rastreamento mais frequente.

Por que a vacinação e o rastreamento são complementares

A vacina HPV previne a infecção pelos tipos virais incluídos na formulação — muito eficaz se dada antes da exposição. Mas não protege contra todos os tipos de alto risco e não trata infecções já estabelecidas. O Papanicolau detecta as alterações celulares causadas pelo HPV — independentemente do tipo e da vacinação anterior. As duas estratégias juntas são mais eficazes do que qualquer uma isoladamente.

Perguntas frequentes

HPV tem cura?

O HPV não tem tratamento para eliminação do vírus — mas o sistema imunológico da maioria das pessoas elimina a infecção naturalmente em 1 a 2 anos. O que tem tratamento são as lesões causadas pelo HPV. "Cura" no sentido clínico significa eliminação viral pelo sistema imunológico — não por medicamento.

Posso transmitir HPV mesmo sem verrugas?

Sim. O HPV de alto risco é frequentemente assintomático — sem verrugas, sem sintomas. A transmissão ocorre pelo contato sexual (pele com pele na região genital) mesmo sem lesões visíveis. O preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, mas não elimina completamente pela área de exposição que não é coberta.

Quem tem HPV vai desenvolver câncer?

A grande maioria das pessoas com HPV não desenvolve câncer. A progressão de infecção por HPV de alto risco para câncer do colo do útero leva em média 10 a 15 anos e passa por estágios de displasia (NIC) detectáveis e tratáveis. O rastreamento com Papanicolau é justamente o que interrompe essa progressão.

Devo fazer o Papanicolau mesmo sendo vacinada contra HPV?

Sim. A vacina disponível protege contra os principais tipos de HPV oncogênicos, mas não contra todos. O rastreamento com Papanicolau permanece necessário para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da vacinação.

Leitura relacionada

Leia também: HPV de alto e baixo risco: entenda a diferença

Quer entender melhor seu caso?

Cada paciente tem contexto, sintomas, objetivos e limites próprios. Uma avaliação cuidadosa ajuda a entender o que faz sentido para o seu caso, com orientação individualizada e sem promessas irreais.

Falar com a Clínica