Menopausa: o que é, principais sintomas e o que muda no corpo | Cirurgia Íntima Laser
Saúde hormonal · Moema, São Paulo Hormonal e menopausa Revisão médica: 2026-04-19

Menopausa: o que é, principais sintomas e o que muda no corpo

Entenda Menopausa: o que é, principais sintomas e o que muda no corpo com foco em saúde da mulher. Veja sintomas, avaliação e critérios de cuidado com Dra. Laura Brito, em Moema, São Paulo.

Menopausa: o que é, principais sintomas e o que muda no corpo | Dra. Laura Brito
Autoria e revisão

Dra. Laura Brito. Conteúdo revisado por Dra. Laura Brito — ginecologista especializada em saúde íntima feminina, CRM54671 | RQE44512, membro de FEBRASGO e SOGESP. Clínica Cirurgia Íntima Laser, Avenida Lavandisca, 741, cj 36 — Moema, São Paulo.

Conteúdo revisado por Dra. Laura Brito — ginecologista especializada em saúde íntima feminina, CRM54671 | RQE44512, membro de FEBRASGO e SOGESP. Clínica Cirurgia Íntima Laser, Avenida Lavandisca, 741, cj 36 — Moema, São Paulo.

Importante

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou conduta médica individualizada.

Resumo rápido

Menopausa: cessação das menstruações por 12 meses, FSH elevado, estradiol baixo. Sintomas: ondas de calor (75%), síndrome urogenital (50-60%), alterações metabólicas e cardiovasculares. TH é o tratamento mais eficaz para vasomotores e síndrome urogenital. Via transdérmica tem menor risco trombótico que oral.

A menopausa é o fim dos ciclos menstruais por 12 meses consecutivos, em média aos 51 anos. Os principais sintomas são: ondas de calor (vasomotores), síndrome urogenital (ressecamento, dispareunia), alterações metabólicas e cardiovasculares. A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz.

O que entender sobre este tema

A menopausa é definida clinicamente como a cessação permanente dos ciclos menstruais por 12 meses consecutivos, sem outra causa identificável — marcando o fim da vida reprodutiva feminina. A idade média de ocorrência no Brasil é de 51 anos, mas pode ocorrer entre 45 e 55 anos com variação normal.

A causa da menopausa é o esgotamento dos folículos ovarianos: os ovários param de produzir estrogênio e progesterona em quantidades suficientes para manter o ciclo menstrual. O FSH (hormônio folículo-estimulante) produzido pela hipófise sobe progressivamente — e o FSH elevado com amenorreia por 12 meses confirma a menopausa.

Os sintomas vasomotores — ondas de calor (fogachos) e suores noturnos — são os mais característicos da menopausa e afetam até 75% das mulheres. As ondas de calor são episódios súbitos de calor intenso na face, no pescoço e no tronco, duração de 1 a 5 minutos, frequentemente acompanhados de sudorese e palpitações. Podem ocorrer de poucos episódios por semana a mais de 10 por dia.

As mudanças genitais e urinárias (síndrome urogenital da menopausa) afetam 50-60% das mulheres: ressecamento vaginal, ardência, dispareunia, urgência urinária e infecções urinárias recorrentes. Diferente dos sintomas vasomotores (que tendem a melhorar com o tempo), a síndrome urogenital piora progressivamente sem tratamento.

Os efeitos metabólicos e cardiovasculares da menopausa incluem: redistribuição da gordura corporal para a região abdominal, redução da sensibilidade à insulina, alteração do perfil lipídico (redução do HDL, aumento do LDL e dos triglicerídeos) e aumento progressivo do risco cardiovascular. Após a menopausa, o risco de doença cardiovascular nas mulheres se equipara ao dos homens.

A terapia hormonal da menopausa (THM) é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores e para a síndrome urogenital. As opções incluem estrogênio isolado (para mulheres sem útero) ou estrogênio + progestógeno (para mulheres com útero). A via transdérmica (adesivos, géis) tem menos impacto metabólico e menor risco trombótico do que a oral. A indicação, a dose e a via são individualizadas.

Quando a terapia hormonal da menopausa está indicada

A TH está indicada para mulheres com sintomas vasomotores moderados a graves que comprometem a qualidade de vida; síndrome urogenital da menopausa com sintomas funcionais; ou menopausa precoce (antes dos 40 anos) — que tem risco cardiovascular e de osteoporose significativamente maior. A contraindicação deve ser avaliada individualmente.

Por que o FSH sobe na menopausa

O FSH (hormônio folículo-estimulante) é produzido pela hipófise e estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Na menopausa, os ovários não respondem mais ao FSH — os folículos estão esgotados. A hipófise, sem perceber o feedback negativo do estradiol, aumenta progressivamente a produção de FSH na tentativa de estimular os ovários. O FSH elevado com estradiol baixo é o padrão hormonal da menopausa.

Saúde óssea na menopausa

O estrogênio tem papel central na manutenção da densidade mineral óssea — inibe os osteoclastos (células que destroem o osso) e estimula os osteoblastos. Com a queda estrogênica, a perda óssea acelera — especialmente nos primeiros 5 anos após a menopausa (até 3-5% por ano). A densitometria óssea é indicada para todas as mulheres na menopausa. Cálcio, vitamina D e exercício de impacto complementam — ou a TH ou medicamentos específicos são indicados para osteoporose instalada.

Menopausa precoce vs. menopausa natural

A menopausa precoce (antes dos 40 anos) — chamada de insuficiência ovariana prematura — tem impacto maior na saúde óssea e cardiovascular do que a menopausa natural, porque o período sem estrogênio é mais longo. A TH até a idade da menopausa natural (51 anos) é fortemente recomendada para essas mulheres — não para "atrasar" a menopausa, mas para repor o estrogênio que deveria estar presente fisiologicamente.

Perguntas frequentes

Como saber se estou na menopausa?

O diagnóstico clínico é baseado em: ausência de menstruação por 12 meses consecutivos sem outra causa, na faixa etária esperada (45-55 anos). O FSH elevado (geralmente acima de 40 mUI/mL) com estradiol baixo confirma. Na perimenopausa, o FSH pode ser variável — um valor isolado não é suficiente para diagnóstico.

A terapia hormonal da menopausa causa câncer de mama?

O risco depende do tipo de hormônio e do tempo de uso. Estrogênio isolado (para mulheres sem útero) não aumenta o risco de câncer de mama com uso até 5-7 anos. Estrogênio + progestina sintética aumenta levemente o risco após 5 anos de uso. Estrogênio + progesterona micronizada (bioidêntica) tem risco menor que progestinas sintéticas. O risco individual deve ser avaliado com o médico.

A terapia hormonal engorda?

Não — este é um mito comum. A TH não causa ganho de peso. Ao contrário, pode facilitar o controle de peso ao melhorar o sono, a disposição para atividade física e a distribuição de gordura corporal. O ganho de peso na menopausa é causado pelas mudanças metabólicas da própria menopausa — não pela TH.

Por quanto tempo posso usar a terapia hormonal?

Não existe um limite de tempo fixo definido pelas diretrizes atuais para mulheres com indicação clínica. A decisão de continuar ou interromper a TH é reavaliada periodicamente — geralmente anualmente — considerando o benefício (controle de sintomas, saúde óssea) versus o risco individual (cardiovascular, mamário). Mulheres sem fatores de risco específicos podem usar por tempo prolongado.

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